quinta-feira, 6 de julho de 2017

Mais importante que o motivo, é o objetivo

Eu não sei pra você, mas pra mim não tinha coisa mais difícil de engolir do que aquela resposta: "porque sim" ou "porque não", que meus pais me davam, quando eu era criança.
Mas o fato é que depois de 35 anos, eu entendi que tudo não passava de um plano deles, junto com Deus, pra que eu aprendesse algo muito valioso na vida: ACEITAÇÃO.
Nem tudo tem resposta ou explicação. Mas creio que tudo tem um objetivo.
E eu peco muito na busca do porquê, esquecendo muitas vezes o para que.
O "por que" te atrasa, te bloqueia, te estaciona. Ele te coloca na posição de vítima ou até de criança birrenta (meu caso, muitas vezes). Por algum motivo, a gente pensa que tem que saber tudo ou não aceita o que se apresenta em nossas vidas, como se tivéssemos conhecimento de tudo que é bom pra nós. 
Como uma história que escutei uma vez, nossa visão é de galinha. De cabeça baixa, ciscando, não conseguimos enxergar mais do que alguns centímetros em torno dos nossos pés. Mas a visão de quem coordena nossa vida toda, é de águia. Lá de cima, Ele vê tudo e trabalha num contexto muito maior do que o que podemos supor. Então, o porquê pouco importa. O foco tem que ser no objetivo que tem determinada situação na sua vida. É fácil? Claro que não. Mas é possível.
 Lembro que passei uma fase bem difícil há uns anos atrás. Meu vitimismo só queria saber o motivo. Dormia e acordava pensando no porquê (e nunca tive a resposta). Um dia, depois de ler uma frase que dizia que quando a lição não é aprendida, o evento se repete, resolvi mudar o discurso. O medo de viver aquilo outra vez era tanto, que resolvi aprender a matéria, pra poder mudar de fase, e comecei a me perguntar constantemente: o que eu tenho que aprender com isso? 
Um dia, como mágica, a resposta veio clara, como se alguém tivesse olhado nos meus olhos e dito. 
E constatar que meu crescimento era o objetivo de todo aquele acontecimento, foi sensacional. Descobrir que Deus sempre esteve trabalhando pra me fazer alguém melhor, me mostrou que o Amor sempre foi o objetivo.
"Qual é a luz desse acontecimento?" Esse tem que ser o foco: descobrir quão grande você pode se tornar, diante dos reveses da vida ou daqueles acontecimentos onde jamais conseguiremos os porquês.
Lembrando sempre que tudo que a gente resiste, persiste. 
Então...Aceita logo, que dói menos!


terça-feira, 18 de abril de 2017

Escolhas

Você escolhe.
Gosto muito dessa frase e repito-a sempre para que eu não me esqueça, não me traia, não me sabote.
Teve uma fase grande da minha vida em que eu era sempre "vítima". As pessoas faziam pra mim, contra mim, por causa de mim.
Se não fosse pelo complexo de inferioridade que eu carregava na época, podia até julgar tal pensamento como egocentrismo.
NÃO. As pessoas não agem contra mim e nem contra você. Elas agem em favor delas (o que é bem diferente). Agem de acordo com o que elas querem, com o que pensam. E nós fazemos o mesmo. Ou pelo menos deveríamos, claro que respeitando o limite "territorial" do próximo.
Porém, somos diferentes uns dos outros. A minha régua não é a sua medida. O seu pensar não tem que ser como o meu. E aí tá a grande dificuldade da humanidade.
Eu escolho o que vou vestir, comer, dizer, fazer, plantar...Assim como o outro. Mas não posso querer que ele aja da mesma forma que eu.
Cada um vive e enxerga baseado em suas experiências pessoais. Entender e respeitar isso é sinal de maturidade.
Mas e se o que ele fez influencia diretamente na sua vida???
Bom...Nesse momento, você pode se sentir injustiçado, desejar vingança eternamente e procurar um quarto escuro onde você possa se esvair em lágrimas até que não tenha mais força.
Ou...Entender aquele acontecimento como uma oportunidade de crescimento e mudança. A vida segue um fluir natural. E esse fluxo sempre te leva a caminhos melhores. Uma boa alternativa também pode ser olhar aquele exemplo e decidir o que não quer ser/fazer na sua vida. Mas inegavelmente, o momento deve ser de gratidão.
Como diz a frase: Não é o que fizeram para você. É o que você faz, com o que fizeram pra você.
Por um tempo, eu fiz choro, questionamentos, revolta, lamentação. Até o dia em que percebi, que churrasco, amigos e ensinamentos são bem mais lucrativos.
Desenvolvi também mais amor, tolerância, empatia. A tal da paciência ainda está na linha de produção. Tenho fé que logo ela fica pronta.
Mas sobretudo, entendi que todos os desafios, se bem aproveitados, nos levam a ser pessoas melhores que fomos. Que apesar de qualquer pesar, eu posso sempre ser mais doce, mais amável, mais segura, mais confiante. Basta que eu escolha esse caminho.
Escolha você. Por você.
Você sempre terá mais daquilo que ofertar.





quarta-feira, 12 de abril de 2017

Quanta importância você dá?

"Bati meu carro, meu celular quebrou, perdi meu vôo, meu filho foi mal nas provas, meu sócio me enganou, me separei, estou com contas atrasadas..."
Vários motivos pra tirar o seu humor, seu ânimo e o seu sossego.
Mas qual a importância disso na sua vida, daqui 5 anos???
Acredite: nenhuma!
Se você pensar que isso importará pra você, passado esse tempo, então vale a pena gastar energia. Caso contrário, abandone.
As coisas tem a importância que damos a elas. E na maioria das vezes, abusamos dessa nossa capacidade.
Como diz um provérbio: "Se um problema tem solução, não se preocupe, porque tem solução. Se o problema não tem solução, não se preocupe, porque ele não tem solução".
Preocupar-se é gastar energia com aquilo que você não quer. E se a vida ainda não está como você gostaria, não melhorará porque você está lamentando ou reclamando.
Se pensarmos na irrelevância das coisas, talvez nos empenhemos em usar o tempo com aquilo que não é perecível.
E o tempo é um remédio amargo, mas que ajeita todas as coisas. Basta que ele passe.
Me lembro que no dia que fazia 6 meses que tinha perdido meu pai, me peguei sorrindo por um motivo qualquer. Nesse momento, comentei com a minha mãe que quando ele partiu, imaginei que nunca mais seria capaz de sorrir. Isso foi um acontecimento importante na minha vida: perder meu pai. Porém nem mesmo a dor que eu sentia por aquele evento (que era dilacerante), foi eterna.
Eternos foram os bons momentos que vivi com ele, os ensinamentos, o amor que partilhamos.
Importa pra sua vida daqui 5 anos o quanto você amou, quanto tempo de qualidade dedicou ao seu filho e à sua família, quantas pessoas você ajudou, quantos sorrisos e abraços distribuiu, quanto foi capaz de perdoar...
Importa daqui 5, 10, 15 anos o que você fez pra que você e os que estão a sua volta fossem mais felizes.
O resto? Deixa pra lá...

domingo, 2 de abril de 2017

O amor não precisa de nomes

Com o tempo, a maturidade e os eventos que a vida nos apresenta, a gente começa a ter uma melhor percepção de si mesmo.
Eu tenho notado que me conheço melhor, ao passo que me abro para perceber que cada dia preciso aprender mais.
E uma das minhas necessidades (acredito que da maioria dos seres humanos) é a de nomear coisas, situações, eventos, sentimentos...
NOMEAR. A sensação que tenho é que quando nomeamos temos mais domínio sobre aquilo. Quando sabemos o que é, dá menos medo. Porque se eu conheço, posso prever os desdobramentos, antever os riscos, estudar as possibilidades, me preparar para o que vai acontecer.
Quando tem nome, não é desconhecido. E eu posso trabalhar melhor com aquilo.
Aí, nos deparamos com situações onde não é possível nomear. Tem coisa que não tem definição. Simplesmente foge do "rol de coisas conhecidas" ou dos padrões preestabelecidos. Aí, a gente se pergunta: mas como eu vou trabalhar com isso, se nem sei o que é?
Mas há momentos em que as nomenclaturas pesam, em que a gente não sabe o que faz com aquilo que foi definido, diagnosticado, esclarecido.
Me vi nessa situação essa semana.
Por anos, procurei um nome, uma definição, uma certeza. E quando a encontrei, precisei de alguns dias pra saber o que fazer com ela.
Como todo desafio da vida, você escolhe como absorver. Pode olhar uma situação e entender-se vítima das circunstâncias. Ou sentir gratidão pela oportunidade de crescer e superar.
Acredito (e já escrevi isso) que Deus só fez filho pra crescer, brilhar, ser feliz. Essa semana, Ele me mostrou como confia em mim. Se eu já me sentia privilegiada, hoje sei que  não foi à toa que recebi tudo o Ele me deu. Eu sou forte. Ele sabe disso. E quer que eu me torne ainda mais.
Com nome ou sem nome, Ele sempre acreditou que eu seria capaz. E sou. Porque Ele me dotou da arma mais poderosa que existe, que nada, ninguém e evento algum será capaz de tirar de mim: AMOR.
O amor me move, me guia, me levanta, me sustenta. E o amor CURA.
O amor não precisa de nomes. Ele precisa SER, precisa fluir. E tudo se ajeita, a gente cresce, supera, conquista, desenvolve. Eu tenho esse dom! E é com ele que a partir de agora, eu sigo por uma estrada de nome diferente, mas cheia de beleza. Onde plantaremos muitas flores, colheremos muitas conquistas e o único objetivo será sempre AMAR e fazer "crescer" a parte mais bonita do meu coração. Te amo infinitamente, meu amor! Somos e seremos cada dia melhores!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Tão carente quanto a gente

Jesus não teve dificuldade.
Mas Ele sabia que amar o próximo como a nós mesmo, seria um desafio gigantesco pra humanidade.
Porque somos seres egoístas. Porque vivemos olhando exclusivamente pra nós mesmos.
São as nossas necessidades que não foram atendidas, os nossos sentimentos que foram feridos, as nossas expectativas que não foram alcançadas.
Vivemos para nos satisfazer, nos curar, nos saciar.
E todo aquele que "atrapalha" essa nossa busca, torna-se um responsável pela nossa frustração.
Acontece que aquela pessoa tem um ego assim como a gente. Ela também está vivendo pra satisfazer carências e desejos, como nós.
Os dela podem ser diferentes, mas não menos importantes pra ela.
Aí, a gente vive em mundos próprios, com necessidades emergentes, que nos impedem de olhar o outro e entender que ele também é um mundo.
Acredito que aí vem a parte que Jesus quer que a gente aprenda.
Entender que o outro é feito de crenças, que possui um determinado grau de evolução e que acima de tudo, não fez nada contra nós, mas sim a favor dele. Isso é um exercício de amor ao próximo.
Compreender que cada um age da melhor maneira possível, usufruindo dos recursos e conhecimentos que tem, nos faz sair do egocentrismo e olhar para o outro, que muitas vezes "nos feriu", e tentar compreender.
São raros os casos daqueles que agiram com a única intenção de ferir. Em quase todas as histórias que conheço, a busca era urgente por saciar necessidades que machucavam. Mas a gente só consegue compreender isso, quando sai do eu e tenta olhar o outro, com os olhos que Jesus propôs.
Exercício dificílimo! Porém, não impossível.
Quando a gente deixa o ego, a gente abandona o eu e vive o nós. E o nós é o Universo, cheio de gente diferente, tão carente quanto a gente, mas que também está buscando uma maneira de ser feliz. E se olharmos o próximo, com a mesma misericórdia que temos conosco, compreenderemos que tudo é uma questão de amor: uns com mais, outros com menos. Mas que será perfeitamente resolvido quando aprendermos aquele que Jesus nos ensinou. 

domingo, 27 de novembro de 2016

Deus e o melhor pra nós

Li uma frase quando ainda era adolescente e carrego-a comigo desde então: "Em tudo que acontece, Deus está fazendo por nós o melhor" (desconheço a autoria). Por muitos anos, ela esteve escrita em uma folha que ficava colada sobre o batente da porta do meu quarto, de onde eu podia ler, assim que abrisse os olhos ao acordar.
Mesmo nunca me esquecendo dela, algumas vezes eu não aceitei o seu significado na minha vida. Mas a própria vida me fez o favor de mostrar que tal sentença é incontestável.
Diante de alguns vendavais, as pessoas (me incluo) tem a tendência de só olharem a destruição. A visão limitada e imediatista não vê além dos destroços, e a falta de fé muitas vezes impede de acreditar no recomeço.
Mas como eu escrevi essa semana, não sei se tudo é plano de Deus, mas o rumo e a solução perfeita pra vida da gente, é sempre Ele quem dá.
Segundo Deepak Chopra, o caos precede as grandes mudanças. Então, quanto mais cedo você aprender a lição que o "vendaval" traz, mais rápido ele acaba e sua visão sobre ele muda. O que antes era destruição, passa a ser oportunidade de crescimento, depois do conhecimento e da ampliação da consciência.
É meio estranho. Você deve pensar ser impossível agradecer por algo que te trouxe dor, desconforto, sofrimento. Mas Deus tem sempre algo muito melhor quando ele reconstrói a sua vida.
Todos passamos por tornados pessoais. Mas a maneira como cada um reage varia com o grau de evolução. O que não dá é pra julgar a vida ou escolher pelo outro. Não dá pra querer entender os motivos pelo qual ele agiu dessa ou daquela maneira. Mas é necessário respeitar.
Respeitar que as pessoas não são iguais, que cada uma se apresenta num degrau da evolução e segue um ritmo próprio de crescimento. Respeitar que a escolha do outro é só dele e você não pode e nem tem o direito de interferir nisso. Respeitar que o que você julga ser certo e bom, pode não ser para ele e, ainda que seja, só ele pode descobrir isso. Você não será capaz de convencê-lo, se ele não quiser.
É preciso respeitar a individualidade e o caminho de cada um.
E ter fé para acreditar que, mesmo que lhe pareça tudo errado (na sua vida ou na do outro), Deus sempre terá uma solução surpreendentemente perfeita, pra mostrar que nada foge do seu controle e que tudo Ele faz de melhor por nós.



domingo, 25 de setembro de 2016

A ocasião e o ladrão

"A ocasião faz o ladrão?" Nãooooo.
Esse é mais um dos ditados infames, que nos levam a desenvolver crenças erradas sobre a realidade.
A ocasião é só a ocasião. O ladrão se faz sozinho. Ele escolhe ser.
Ah...mas é tão fácil pegar aquilo ali; tão fácil mentir; tão fácil trair; tão fácil enganar...
Realmente é muito fácil. Assim como é fácil ajudar, colaborar, servir. Mas as situações não te obrigam a fazer nada disso. VOCÊ ESCOLHE, meu bem!
"Ai...mas aconteceu, Renata..." (com vozinha fina, de quem é vítima das circunstâncias). Claro que aconteceu. Foi você quem quis assim!!!
Entenda uma coisa, criatura: TUDO que você tem hoje, ou vive agora, é fruto das suas escolhas. Não há outro responsável pela sua vida, senão você.
Não é o governo, a alta do dólar, a crise financeira mundial, o seu parceiro que não te valoriza/respeita... Ninguém é responsável pelo que você vive ou faz. Você escolheu tudo isso até agora. E se "deixou que o acaso te conduzisse", você também optou por não fazer nada pra mudar sua vida.
Colocar a culpa na ocasião é se eximir de responsabilidade. É viver à mercê do destino e ser expectador da própria vida. O meio não faz você. Você é o que decide se tornar.
Claro que temos que respeitar o nível de evolução de cada ser humano. Cada um age, dentro do seu nível de consciência. Faz o que sabe, com aquilo que tem. Porque se soubesse diferente, faria diferente. Mas, mesmo os menos esclarecidos, se não reconhecerem que são os agentes ativos da própria vida, dificilmente buscarão meios de serem melhores.
Você decide se vai roubar, ajudar, enganar, pacificar, trair, iluminar...
Decida o que você quiser, como bem entender. Mas saiba, que "ainda que a culpa seja do acaso", a conta é você quem paga, invariavelmente.